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Inaugurado o Acervo PANAIR DO BRASIL

O mês de novembro de 2006 foi marcado por duas datas muito especiais – o dia 9, ocasião em que a maquete do DC-8 prefixo PP-PDT foi inaugurada durante a formatura da 19ª. turma de pilotos e comissários e o dia 10, ocasião em que a vitrine da PANAIR foi montada no Museu das Cias Aéreas.


Trazer o acervo da PANAIR para o Museu foi a realização de um sonho, que só foi possível graças a algumas pessoas que, demonstrando o mais alto grau cívico e patriótico, nos ajudaram a vencer esse desafio:

  • Sras. Ellen e Senhorinha Sá Gille, que no mais absoluto grau de generosidade cederam objetos e itens que pudessem compor a vitrine da PANAIR;
  • Cmte. Luis Roberto Noronha Sales, pela doação da inigualável maquete de metal do DC-8, medindo 1,80m de envergadura que foi restaurada nas cores da PANAIR;
  • Sr. Carlos Spagat, diretor da Revista FLAP Internacional, pela doação de imagens da PANAIR do BRASIL,
  • Sr. Carlos Alberto Martins, da Canadá Reparações Automobilísticas pela preparação e pintura inicial do DC-8;
  • Sr. José Roberto de Lima e Sr. João Ramos, da Dumont Models – pelas consideráveis horas que passaram restaurando o DC-8 ao longo de 2 meses;
  • Sr. Erasmo Daniel, da Serralheria Genebra pela construção de um novo pedestal para o DC-8;
  • Sr. Carlos Alberto Sivieri, da Supercromo, pela cromeação do novo pedestal do DC-8.

Ao entrar em operação em 1.929, a PANAIR não tinha sequer aeroportos para que seus aviões pudessem pousar. Coube a ela construir então seus “Campos de Pouso” nas regiões mais longínquas do Brasil. Isso sem falar na Amazônia, desbravada pelos céus através dos inesquecíveis Catalina que pousavam nos rios levando médicos e remédios para aquelas populações esquecidas nos pontos mais distantes dos mapas.

Em 1946 a PANAIR inaugurou a linha Nova York - Rio de Janeiro num vôo que durou exatas 18 horas e 49 minutos, realizado com o inesquecível Lockheed Constellation. Por uma feliz coincidência, o Museu Asas de um Sonho, mantido pela TAM, inaugurado sábado dia 11 – apresentou ao público um L-1019 Constellation recuperado e pintado nas cores da PANAIR.

Homenagear a PANAIR DO BRASIL é resgatar uma parte da história da qual cada um de nós brasileiros devemos ter muito orgulho. O mundo conheceu o Brasil graças ao pioneirismo dessas tripulações que com ousadia e coragem atravessavam o Atlântico ou sobrevoavam a Amazônia levando a nossa bandeira a outros continentes.

O próximo passo do Museu das Cias Aéreas é buscar novas doações para que a vitrine da PANAIR fique ainda mais completa e para que as vitrines da REAL, SADIA e CRUZEIRO possam ser montadas. Se você pode ajudar ou conhece alguém que possa, por favor, entre em contato conosco. museu@proflight.com.br

Contate nossos parceiros pelos seguintes números:

Revista Flap Internacional – F (11) 3816-4455
Canadá Reparações Automobilísticas – F. (19) 3242-2358
Dumont Models – réplicas de aviões em escala - F. (19) 3809-3469 e (19) 9673-7681
Serralheria Genebra – F (19) 3208-1324
Supercromo beneficiamento de metais – F (19) 3231-1470

QUANDO TUDO DÁ CERTO
por Marcelo Penteado

No final de 2005 o Museu recebeu uma ligação de um amigo da TRANSBRASIL, o Sr. Willie nos consultando se nós gostaríamos de receber em nosso acervo uma maquete de DC-8 da KLM muito antiga (década de 60) feita ainda de metal que seria doada pelo Comandante Noronha, ex-piloto da Transbrasil. Essa maquete teria pertencido à loja da KLM do Aeroporto Internacional de Viracopos nos áureos tempos em que vôos comerciais partiam desse aeroporto para o exterior.

Prontamente atendemos ao chamado, e ao busca-la em sua residência, sua filhinha lamentou tanto a perda, que achamos por bem desistir de receber a doação.

Oito meses depois o Comandante Noronha nos ligou novamente, informando que ela havia se desapegado da maquete e que então poderíamos buscá-la. Foi então que contatamos dois outros amigos, construtores de maquetes – o José Roberto e o João Ramos, para o serviço de restauração do DC-8.

Nosso objetivo: restaurá-lo no padrão de pintura do PP-PDS, aeronave essa que voou pela PANAIR DO BRASIL. Para nossa surpresa, o João conhecia uma pessoa cujo pai havia trabalhado na PANAIR e nos colocou em contato com ela.

Foi assim que conhecemos a Sra. Ellen de Sá Gille que foi fundamental para o início da reunião do acervo da PANAIR DO BRASIL. Recebemos dela as insígnias, os bilhetes de passagem e o porta passaporte e, para nossa surpresa, ela fez um contato com sua mãe, a Sra. Senhorinha de Sá Gille, que com a mesma gentileza, nos colocou a disposição o acervo PANAIR da família, no Rio de Janeiro.

A visita a ela (21 set 06) foi marcada de emoções fortes e nos foi confiada a guarda da bandeira da PANAIR, uma champagne MOET & CHANDON – oferecida aos passageiros com os cumprimentos da PANAIR DO BRASIL e copos e taças do serviço de bordo da época.

De retorno do Rio de Janeiro, a Sra. Ellen nos apresentou o Sr. Daniel Leb Sasaki, autor do recém lançado “Pouso Forçado”, livro que conta a história da PANAIR. Dele recebemos a orientação do padrão de cores e logotipos usados pela PANAIR para que pudéssemos restaurar o DC-8 da maneira mais fiel possível.

Surgiu então uma idéia: realizar uma cerimônia em que ao mesmo tempo se comemorasse os 100 anos do 14-Bis e se inaugurasse o acervo da PANAIR DO BRASIL no Museu das Cias Aéreas; prevista para 25 de outubro de 2006.

E assim, a contagem regressiva foi disparada e iniciamos o contato com vários amigos que estão ombreando conosco no desafio de recuperar o saudoso DC-8 e realizar marcante cerimônia que celebre os 100 anos do 14-Bis juntamente com os feitos heróicos da PANAIR, empresa essa que desbravou o Brasil e o projetou junto ao mundo numa época em que sequer existiam pistas de pouso e decolagem.

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