Primeira turma de mulheres co-pilotas de companhia aérea no Brasil se forma em SP 


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11/07/2018

Primeira turma de mulheres co-pilotas de companhia aérea no Brasil se forma em SP

Cerimônia de formatura de 16 co-pilotas ocorreu na tarde desta quarta-feira (11) na Vila Olímpia, Zona Sul da capital.
Formandas co-pilotas em cerimônia (Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1)

Dezesseis mulheres se formaram como co-pilotas em uma cerimônia que aconteceu na tarde desta quarta-feira (11) na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo. É a primeira vez que uma companhia aérea no Brasil forma uma turma desse tipo só com mulheres.

As formandas passaram por cursos de piloto privado e comercial e têm de cumprir um mínimo de 500 horas de voo. Para se tornarem comandantes, são necessárias pelo menos 3500 horas de voo, dependendo da empresa contratante.

Um dos desafios da formação como piloto é o preço do curso, que pode chegar a R$ 100 mil. Esse foi um dos desafios para Tatiane Martins, 36 anos, uma das formandas. Filha de pai professor e mãe dona de casa, ela teve de guardar dinheiro por dez anos até conseguir começar a estudar para se tornar pilota.

"Pisei em um aeroporto pela primeira vez aos 15 anos e soube que queria pilotar. Atuei como comissária de bordo e guardei dinheiro até conseguir começar a formação", relembra a formanda Tatiane Martins.


Maridalva com a filha, Tatiane, na formatura (Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1)

No meio do caminho, Tatiane lidou com o falecimento do pai e o câncer da mãe, Maridalva Martins, 64 anos, que não escondia o orgulho da filha durante a formatura dela. "Estou muito feliz. É uma compensação de todo o esforço. Ela sempre foi muito estudiosa. Colocava na cabeça que ia estudar oito horas por dia e não parava antes de completar este tempo", relembra.

A comandante mais jovem da Avianca, companhia aérea que promoveu o curso, Cíntia Mara Lanhozo, tem 31 anos e prestigiou o evento. Segundo ela, ainda há muito preconceito na área.

"Quando soube que eu era a comandante do voo, um senhor veio até mim e disse: 'cuidado com as nossas vidas, mocinha'. E eu respondi: 'é a minha vida também'", relembra. "Falta muita referência e estímulo pra nós, mas o preconceito não me incomoda. Muitas vezes as pessoas também acham curioso e vão na cabine tirar foto, fazem festa", conta ela.


Cíntia Mara Lanhozo, aos 31 anos, é a comandante mais jovem da empresa (Foto: Bárbara Muniz Vieira/G1)

'Não deveria ser extraordinário', diz Glória Maria

A apresentadora Glória Maria participou de uma mesa redonda antes de início da cerimônia de formatura e falou sobre os desafios das mulheres no mercado de trabalho. Segundo ela, apesar dos avanços, as dificuldades continuam.

"Os chefes continuam sendo homens em maior parte porque há muita corporatividade. Homem confia em homem, homem contrata homem", disse ela durante o debate.

Apesar disso, Glória acredita que há avanços. "Não lembro de ter visto há 15 anos mulheres pilotando avião. Eu viajo muito e nunca vi uma mulher como comandante. No máximo já vi uma co-pilota em um voo internacional. Não devia ser uma coisa tão extraordinária. E quando os homens estiveram no comando será difícil. É difícil a gente ocupar essa posição que nos colocaram", disse Glória.

Fonte: G1

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