Coube a um delegado do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal fazer a intermediação e negociação com os seqüestradores. Tudo monitorado pelo sistema de câmeras da INFRAERO através da Sala de Gerenciamento de Crise. Decorridas cerca de 1 hora e dez minutos do início do seqüestro, um ataque de descontrole nervoso de uma passageira fez com que um dos seqüestradores atirasse na vítima e a jogasse pela escada da aeronave.
Logo após esse lamentável fato, o seqüestrador-chefe, representado pelo Gerente de Segurança de Viracopos, anunciou o fim do Exercício explicando que a partir daí, o próximo passo seria a invasão da aeronave pela Polícia Federal.
Para todos os participantes do exercício, quer como comissários de voo, quer como passageiros, ficou a experiência única de sentir a adrenalina subindo e a difícil tarefa de se controlar diante das inúmeras ameaças e gritos dos seqüestradores, que afirmavam inclusive que queimariam um dos passageiros se as exigências não fossem cumpridas. Houve um instante inclusive onde um de nós poderia ter escapado pela porta dianteira da aeronave e corrido em direção à ajuda; fato que não aconteceu ao constatarmos que aparentemente não havia nenhuma viatura da INFRAERO ou da Polícia Federal do lado de fora da Aeronave.
Gostaríamos de finalizar essa matéria agradecendo à Gerência de Segurança do Aeroporto Internacional de Viracopos pelo convite feito à PRO FLIGHT para participar desse importante Exercício, cujo protocolo inclusive faz parte dos assuntos estudados durante o curso de comissário de voo.