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Paris, Londres, Nova York e Miami 2 anos depois de entrar na TAM
22 mai 07

   Nesta matéria especial PRO FLIGHT entrevista RAFAEL BARRELLA, seu primeiro aluno a atingir os tão almejados vôos internacionais dentro da carreira de Comissário de Vôo.

   Conheça um pouco dessa rotina maravilhosa, mas que ao mesmo tempo envolve preparo, disciplina e atenção não só em todas as etapas do vôo como também em relação às diferenças culturais que variam de país para país.

Pro Flight  –  Quando você fez o curso de comissário e quando foi aprovado na Banca do DAC?

Rafael Barrella - Fiz o curso em abril de 2002 e fui aprovado na banca de novembro do mesmo ano.

PF – A partir de então, qual foi o seu caminho profissional até que você fosse contratado pela TAM?

RB - Desde então participei de uma seleção na VASP e não fui aprovado, mas sem desistir do meu objetivo profissional persisti e trabalhei nesta empresa como funcionário de terra até o encerramento de suas atividades em outubro de 2004. Logo depois passei a trabalhar como atendente na loja de passagens da American Airlines no Hotel Vitória, em Campinas. Em 2005, quando a TAM voltou a contratar comissários, enviei meu CV, participei das entrevistas e finalmente fui selecionado.

PF – Depois de 1 ano e 10 meses, você teve agora a oportunidade de fazer essa turnê mundial. Quais são os critérios que a TAM adota para a escolha desse time tão especial?

RB – Além de seguir a filosofia vigente na aviação mundial que é a hierarquia, o fato de sempre estudar e se aprimorar em outros idiomas é um fator bastante relevante na escolha daqueles que farão parte de tripulações de vôos internacionais. Isso em conjunto com outros requisitos como bom desempenho, assiduidade e perfil, fazem com que a Companhia selecione aqueles que farão parte deste grupo.

PF – Como é a rotina de vôo do Airbus A-330 em relação às demais aeronaves da Cia?

RB – A rotina de vôo neste equipamento é mais extensa em relação ao serviço de bordo. A atenção necessária aos detalhes durante o vôo também, uma vez que a tripulação deve garantir a segurança e o bem estar de todos os passageiros a bordo ao longo das 8 ou 12 horas de duração desses vôos.

PF – Que coisas boas você acredita que a carreira de Comissário de Vôo já te proporcionou em tão pouco tempo e com apenas 26 anos de idade?

RB– Acredito que além da minha maturidade profissional, a carreira de Comissário de Vôo proporciona a todos aqueles que a escolhem, um bem maior que é a possibilidade de conhecer e vivenciar outras culturas; o que a meu ver, é uma das maiores riquezas dentro de um mundo globalizado como o nosso.

PF – O que mais gostou em Paris, Londres, Nova York e Miami?

RB– São inúmeras as peculiaridades existentes em cada um desses lugares citados. Por exemplo: tomar café da manhã em Paris, tendo como vista a torre Eiffel, passear pelas agitadas ruas de Nova York, assistir à troca da guarda no Palácio da Rainha em Londres e alugar um carro para conhecer as praias de Miami Beach, são momentos gratificantes e inesquecíveis que nós comissários de vôo podemos vivenciar sempre.

PF – As Cias Aéreas pagam diárias aos Comissários para suas despesas pessoais nas cidades para onde voam. Quais são e como são pagas as diárias de Paris, Londres, Nova York e Miami?

RB– A diária de Paris é de 100 euros, a de Londres é de 115 libras, a de Nova York é de 89 dólares e a de Miami é de 64 dólares. Elas são pagas pelos hotéis onde ficamos hospedados, no ato da entrega da chave do quarto.

PF – Que conselho você daria para os alunos que estão ingressando na carreira agora ou que querem ingressar?

RB– Seja uma pessoa sempre atualizada, tenha o hábito de ler sempre, tenha persistência e esteja sempre aberto a conhecer novas culturas. Além disso, o estudo de outros idiomas é fundamental para aqueles que querem se destacar no mercado; afinal vivemos num mundo globalizado.

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