Em 1958 chegam os Viscount com espaço para 56 passageiros, 6 tripulantes, velocidade de 600 km/h , cabine pressurizada e música a bordo, sendo considerados os primeiros turbo-hélices da aviação comercial brasileira.
Em 1962 a VASP assume o controle do Grupo Lóide, formado pelo Lóide Aéreo Nacional, Navegação Aérea Brasileira, Lemke S. A . Indústria e Comércio (revisão de motores) e pela Transportes Aéreos Bandeirante. Com isso, passa a servir 72 cidades de 21 estados e territórios brasileiros (mais de 25 % das rotas domésticas).
Em 1967 chegam duas aeronaves BAC One Eleven de fabricação inglesa, equipadas com motores de “jato-puro” que ficam em serviço até 1973.
Em 1969 chegam os primeiros cinco Boeings 737-200.
Em 1972 chega mais um Boeing 737-200.
Em 1973 chegam mais três Boeing 737- 200. A VASP recebe também cinco Bandeirantes que substituem os últimos DC-3 nas rotas menos densas.
Mais quatro Bandeirantes chegam até 1976.
Ainda em 1976 a VASP recebe dois Boeings 737 Super Advanced, que tem mais potência para operar em aeroportos de clima mais quente. Nesse ano ela acumula o total de vinte e um Boeings 737 utilizando dezenove para passageiros e dois para carga. Também nesse ano ela recebe ainda dois Boeings 727.
Em dezembro de 1989, a VASP dá início a um dos mais conturbados e importantes momentos de sua história: o processo de privatização, anunciado na época pelo governador de São Paulo Orestes Quércia.
Em 1º de outubro de 1990, a VASP é privatizada. O empresário Wagner Canhedo Azevedo assume a presidência. O novo dono promove na empresa um crescimento acelerado.
Em outubro de 1991, a VASP completa seu primeiro aniversário como empresa privada. Em um ano, a frota da empresa praticamente dobra, com o leasing de aeronaves de grande porte, como o DC-10 e o MD-11, além de novos Boeing. A frota passa para 58 aeronaves.
Em novembro de 1992, credores internacionais arrestam 24 aeronaves da VASP, desencadeando uma crise que levou à demissão de praticamente a metade de seu grupo de tripulantes. A situação da empresa ficou crítica, com aviões voando no limite e os pilotos e mecânicos de vôo sendo exigidos ao máximo.
Em 2005, por determinação do DAC e devido ao estado de desgaste da sua frota, a VASP é obrigada a parar acumulando inclusive diversas ações trabalhistas por não cumprir suas obrigações com seus funcionários.
Fontes:
“O Mundo Maravilhoso da Aviação” – publicação em 8 fascículos, produzidos para a VASP pelo Departamento Central de Publicidade da Editora Abril e encartados nas revistas VEJA e EXAME em novembro/ dezembro de 1978. Número 8 – “Neste mundo, rapidez e segurança. Vamos Viajar”.
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