A história da TAM se confunde com a história do Comandante Rolim Adolfo Amaro, que deixou como legado uma das maiores empresas aéreas do País. Em 1961, com 21 anos, ele ingressou na recém-criada Táxi Aéreo Marília, a partir da união de dez jovens pilotos. Na época, eles faziam o transporte de cargas e de passageiros entre os Estados do Paraná, de São Paulo e do Mato Grosso.
Em 1967, a Táxi Aéreo Marília é comprada pelo empresário Orlando Ometto, muda sua base de Marília para São Paulo e passa a transportar apenas malotes. Nesse mesmo ano o Comandante Rolim deixa a empresa passando a voar como piloto particular. Compra então seu primeiro avião - um Cessna 170, com capacidade para três passageiros - e muda com a família para a região do Araguaia -MS, onde funda a ATA - Araguaia Transportes Aéreos. Em dois anos, a empresa chega a ter uma frota de 15 aviões.
Década de 70
Em 1971, o Comandante Rolim é convidado por Orlando Ometto para ser sócio minoritário da TAM, com 33% das ações. A empresa transportava na época apenas 3 mil passageiros e passava por um período difícil. No ano seguinte, o Comandante Rolim adquire metade das ações da TAM e assume a direção da empresa impondo a sua marca e a sua filosofia: foco no cliente sempre oferecendo os melhores serviços.
Em 12 de julho de 1976 surge a TAM - Transportes Aéreos Regionais, que dá origem à empresa conhecida hoje como TAM Linhas Aéreas. O Comandante Rolim detém 67% do capital da nova empresa, com atendimento voltado para o interior de São Paulo, Paraná e Mato Grosso. Com fama na qualidade dos serviços prestados, a TAM se destaca logo no primeiro ano de vida.
Década de 80
Em 1979, o Comandante Rolim assume a totalidade das ações da empresa e a década de 80 se transforma num período de crescimento e de consolidação para a TAM. A mudança começa com a chegada do Fokker-27, substituindo os aviões anteriores. Em 1981, a TAM comemora a marca de um milhão de passageiros transportados. Em 1986, a TAM compra a Votec estendendo as suas atividades para as regiões Centro-Oeste e Norte do país. Com isso, passa a interligar os principais aeroportos do Brasil, tendo Congonhas como base principal.
Cortesia: revista FLAP Internacional
Cortesia: revista FLAP Internacional
Cortesia: revista FLAP Internacional
Década de 90
O ano de 1989 é marcado pelo lançamento de algumas das iniciativas mais famosas do Comandante Rolim, como a presença do comandante na porta das aeronaves para recepcionar os passageiros e o inconfundível tapete vermelho junto à escada de embarque.
Em 1990, chegam os Fokker-100, inaugurando a era dos jatos na aviação regional.
Depois de implementar uma série de medidas para atender melhor os passageiros como a criação do serviço Fale com o Presidente, a TAM lança com pioneirismo o Programa Fidelidade (1993) sem limitação de assentos para as passagens gratuitas.
O ano de 1996 marca o início das operações da TAM em todo o território nacional. No mesmo ano, a TAM adquire a companhia Lapsa do governo paraguaio e cria a TAM Mercosur com o objetivo de crescer no Cone Sul.
Uma segunda iniciativa se torna responsável por uma nova virada na história da empresa. Em conjunto com um consórcio formado pela Lan Chile e Taca, a TAM lidera a negociação para compra de 150 aeronaves Airbus.
A TAM compra também as antigas instalações da CBT – Companhia Brasileira de Tratores em São Carlos – SP onde cria o Centro Tecnológico da TAM, com o objetivo de fazer a manutenção pesada das aeronaves da empresa.
Em 1998, a TAM realiza mais um sonho com a chegada dos primeiros Airbus A – 330 e conseqüentemente faz o seu primeiro vôo internacional na rota São Paulo-Miami. No ano seguinte, começa a voar para Paris em parceria com a Air France.
2001 e 2002
A TAM começa em 2000 uma nova fase de crescimento, que inclui aumento da frota e a ampliação de assentos. No ano seguinte, lança vôos para Buenos Aires e Frankfurt.
Em 8 de julho de 2001, o Comandante Rolim morre tragicamente num acidente de helicóptero. Dois meses depois, a aviação internacional sofre um sério abalo em decorrência dos atentados de 11 de setembro.
Assim como em outras partes do mundo, o mercado brasileiro sofre os efeitos da retração econômica. No Brasil, ao longo de todo o ano de 2001, o quadro já vinha sendo agravado em função da crise na Argentina e da crise do racionamento de energia. Apesar disso, a TAM cresceu nesse período 31%, transportando mais de 13 milhões de passageiros.
Em 2001, a TAM incorpora mais 15 Airbus A - 320 e mais dois Airbus A – 330, mas cancela sua rota para Frankfurt.
O ano de 2002 foi marcado por novas dificuldades. A desvalorização do Real em relação ao Dólar produziu aumento de inflação e dos juros e uma expressiva retração na economia. Mesmo com todas essas adversidades, a TAM transportou quase 14 milhões de passageiros nesse ano.
2003 e 2004
Em 2003, a TAM, remaneja sua malha aérea, reestrutura-se internamente e dá início ao compartilhamento de vôos com a Varig, conseguindo ao final do ano, melhorar sua taxa média de ocupação, que chegou a 65%.
O governo federal também adota uma política de controle da oferta na aviação comercial e lança a portaria 243 do Comando da Aeronáutica determinando que a concessão de linhas e a importação de novas aeronaves fiquem sujeitas à aprovação do DAC.
A companhia fecha 2003 com um lucro de R$ 174 milhões, o maior da sua história.
Daniel Mandelli Martin que vinha substituindo o Comandante Rolim desde o seu falecimento deixa a presidência da TAM. Em seu lugar, assume interinamente o vice-presidente do Conselho de Administração, Antonio Luiz Teixeira de Barros Júnior.
Em 19 de janeiro de 2004, Marco Antonio Bologna, que havia ocupado a vice-presidência Financeira, assume a presidência da TAM.